terça-feira, 12 de outubro de 2010

Comida Nordestina




Neste sábado nos deu uma vontade enorme de comer as delícias nordestinas.

Eu me lembrei do tempo em que morava em Recife. Embora eu fosse muito criança, dos 3 aos 7 anos, tenho certeza que vem de lá a minha paixão por carne de sol, macaxeira, manteiga de garrafa.

E o Gu se lembrou de um sábado, que ele quer esquecer por outros motivos, quando eu o apresentei a esta comida.

Pesquisei no aplicativo da Época Restaurantes e achei um que me pareceu bem interessante: Mocotó.

Entrei no site e apesar de não ter a menor idéia do bairro onde está localizado, Vl. Medeiros, o cardápio, a tradição - desde 1974 -, nos fizeram querer desbravar a Zona Norte.

E lá fomos nós, eu, Gu e minha mãe. Apesar de distante de casa, é bem fácil de chegar. Mas difícil de entrar. Eram 20h e tinha espera de 1 hora.

Nossa fome era enorme, como se de fato estivessemos chegando do NE, depois de 4 dias de viagem de ônibus, e não esperamos.

Mas a vontade de comer carne de sol e seus apetrechos ainda persistia. Nos lembramos, então, do restaurante Feijão de Corda atrás do Cemitério de Congonhas. E lá fomos nós.

Pedimos um prato com Feijão de corda, macaxeira e carne de sol. E um cabrito com feijão de corda. Ambas estavam uma delícia.

As carnes bem macias e suculentas ficavam ainda melhores com a manteiga de garrafa que despejavamos por cima de tudo.

Não posso dizer que é uma comida leve mas certamente, é uma das mais saborosas do nosso país.






domingo, 3 de outubro de 2010

Presentes de Cozinha







A medida em que eu cozinho, descubro que não tenho quase nenhum apetrecho para isso.

Na verdade existe utensílio pra tudo. É descascador de azeitona, de legumes, espremedor de alho, pincel pra isso e pra aquilo, panela de ferro, wok, de barro, colher de paú, coadores, funil...

E tudo tem serventia. Sem eles a vida na cozinha fica bem mais difícil e demorada.

Bendita UD!!! Feira de Utilidades Domésticas!

Vocês se lembram da UD?

Não sei se ela ainda existe. Na internet, o último registro que achei foi da feira de 2004. Era a 53 edição.

Eu ia muita na minha infância. Meu pai trabalhava na Metalfrio, empresa de refrigeradores, e ir à feira era tradição.


Naquela época, quando eu tinha uns 3, 4, 5, 6 anos, não fazia a mínima idéia que um dia eu iria cozinhar, mas já gostava de ver todos aqueles apetrechos para os quais eu não dava nenhuma serventia. Gostava também porque era a minha chance de comer Favo Holandes (nada a ver, ne?).

Depois dos 10 anos nunca mais voltei lá.

Hoje em dia nem sei se a feira existe mas me divirto visitando as lojas.

No meu aniversário deste ano ganhei dois presentes culinários.

Um conjunto de facas, do Gu. E um livro do Otávio.

O conjunto de facas tem 6 tipos:

Faca do chef - Ideal para destrinchar, cortar cebolas, cortar carnes, picar temperos;
Faca de pão - Própria para cortar pães;
Faca para Desossar - é usada para desossar pequenos animais e filetar peixes;
Faca de carne - ideal para cortar carnes;
Faca de frutas e legumes - Própria para cortar e descascar frutas e legumes;
Faca de serra

As facas vêm num suporte de madeira e eu acabei de descobrir que assim evitamos que percam o fio. Aliás, se alguém quiser me dar um presente, pode me dar um amolador de facas...

O Otávio me deu o livro Todas as Técnicas Culinárias, Le Cordon Bleu.

A Cordon Bleu é a mais renomada instituição de ensino dedicada a culinária de alto nível. Oriunda da França, está presente, também, em outros países.

O livro traz dicas básicas e imperdíveis, coisas que todo chef que se preze deve saber, como cortas carnes, preparar molhos, cortar legumes etc.

Com estes presentes minha cozinha ficou mais completa e eu poderei aperfeiçoar meus pratos.

Obrigada Gu e Tá.



Celebração à francesa




Dia 27 de setembro é meu aniversário.

E nesse ano, além da comemoração antecipada com a família, resolvi sair com o Gu para jantar.

Estava uma noite chuvosa e fria, típica de todos os 27 de setembro que passei em São Paulo. Não me lembro, embora faça aniversário no início da primavera, de uma noite de calor, dos meus amigos, nas comemorações, vestindo roupas típicas da estação. Me lembro sim, de todo mundo encapuzado, de garoa fria e gelada.

Nos restava, então, ir a um restaurante aconchegante, onde pudéssemos provar boa comida.

Escolhemos o ICI Bistrô. Adoro a atmosfera francesa e achei que este seria o cenário perfeito para a comemoração.

Lá fomos nós para Higienópolis, r. Pará, 36.

O lugar, de fato, lembra os bistros parisienses. Lousa com o cardápio na parede, mesas pequenas e próximas e um cardápio bem enxuto.

Tive dúvidas se comia o Moules com fritas ou o Cassoulet.

Para quem não sabe, Moules é um típico prato belga, muito apreciado na França. São mexilhões cozidos em molho (existem vários) e servidos acompanhados por batata frita.

Provei este prato pela primeira vez em Paris. Como adoro frutos do mar, meu sogro me indicou o restaurante Leon de Bruxelas e lá fui eu provar esta delícia. O restaurante tem como prato principal Moules. Lá você encontra os mexilhões cozidos em diversos molhos como roquefort, molho de tomate. Recomendo fortemente! Se você for a Paris não perca esta oportunidade. Veja aqui mais informações.

Mas escolhi o Cassoulet. Quando estive em Paris, em junho, fui a um restaurante indicado pelo Daniel para provar este prato mas o garçon, com um olhar bem despresivo, me disse que era verão e este prato não era servido nesta época.

Mas, dia 27 de setembro está na primavera, era uma noite fria, então, eu tinha uma boa oportunidade de prová-lo.

Bingo! Adorei a escolha. O Cassoulet veio servido numa mini Le Creuset com um belo e tenro pato em cima. O Cassoulet é feito com feijão branco,confit de pato e linguiça de porco. Pra mim, é uma feijoada francesa. Uma delícia!!!

O Gu comeu a FRALDINHA Bèarnaise com fritas (bem fininhas). Eu mesma não gostei do prato e ele, apesar de ter gostado, saiu com a sensação que poderia ter pedido outro, mais exótico.

Ah, me esqueci da deliciosa entrada que pedimos: Coxinhas de Rã.

E para sobremesa, o delicioso Profiteroles.

A comida estava muito boa e a noite foi deliciosa.

Recomendo o restaurante, embora seja um pouco salgado. Mas era meu aniversário, e eu mereço.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Purê de Abobora

Sempre vi minha vó fazer doce de abóbora mas naquela época não prestava a menor atenção no preparo. Então fiquei com a impressão que era super complicado prepará-la.

Mas outro dia resolvi, sem ter nenhum motivo, tentar fazer um purê de abóbora.

Adoro purê, papinha enfim comidas pastosas. Tenho inveja das crianças que comem aqueles potinhos de papinha da Nestle, eu adoro o de frutas.

Como não tenho mais idade pra isso, me contento com os purês.

Dessa vez elegi a abóbora.

Comprei a abóbora seca, em pedaços, sem casca. E não sabia o que fazer com ela.

Mas fui tentando e...delícia! O que deveria ser um simples purê virou um prato quase tai.

Vamos lá:

Pique meia cebola. Refogue-a na manteiga.
Depois acrescente a abóbora (1 bandeija, daquelas compradas em qualquer sacolão).
Coloque 1 vidro de leite de coco e 1 de água. Deixe cozinhar até a abóbora ficar molinha.
Bata no mixer, na própria panela. Ficará uma papa grossa.
Acrescente pitadas de sal e 3 pitadas de curry.
Misture e deixe refogar mais um pouco.
Coloque 2 colheres de manteiga. Misture.
Depois ponha 4 colheres de queijo parmesão ralado.

Pronto!!! O sabor ficou muito próximo aos pratos da cozinha tailandesa. Sugiro ser servido com frutos do mar, principalmente camarão.

domingo, 12 de setembro de 2010

Shitake gratinado

Ontem a noite resolvemos, porque estou de "molho", preparar umas comidinhas e ficar em casa.
Tinha shitake na geladeira e decidi preparar shitake gratinado, em travessinhas individuais.

Depois de lavar e deixar de molho o shitake na água com vinagre, sei lá se é assim que lava; cortei-o em fatias grossas.

Refoguei-o na manteiga e adicionei 3 pitadas de pimenta branca e 2 de sal.

Quando ele começou a soltar água, adicionei shoyo, acho que uma a duas colheres de sopa.

Mexi bastante e coloquei 1 cálice de vinho branco seco. Deixei o álcool evaporar.

Daí coloquei 2 cálices de creme de leite fresco!!!

O shitake ficou cremoso mas não muito líquido.

Dividi-o em pequenos recipientes (individuais). Cobri com parmesão ralado e levei ao forno.

10 min depois... lá estávamos nós provando uma deliciosa entrada.

Isso mesmo, este prato é excelente para ser entrada de um jantarzinho. Fácil de preparar e sensacional.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Pasta Napolitana???

Não sou boa com nomes. Não lembro dos nomes das pessoas, talvez porque o meu seja difícil de esquecer; não ligo ator ao nome; nome de filme então, sou péssima...então como eu poderia saber os nomes certos das comidas, em especial dos molhos das pastas.

Por isso, não sei se o simples molho de macarrão que fiz é napolitano, é marguerita, do chef ou qualquer coisa semelhante.

O que interessa é que foi fácil de preparar e ficou bom pra caramba!

Aqui em casa adoramos alho. O bom é que nós dois gostamos. Me lembro que logo no início do meu namoro com o Gu sai com minha melhor amiga, Paty, e fomos à minha pizzaria predileta - Prestissimo.Ela é uma pizzaria de bairro, mas de bom gosto. As pizzas são deliciosas, o atendimento ótimo e eu que vou lá há tempos encontro vários conhecidos. Voltando à minha noite com a Paty; eu e ela pedimos uma pizza de muzarela, tomate cereja e alho. No dia seguinte, eis que o Gu descobriu o cardápio. Que horror, ne? Alho é tão bom quanto queima filme. Mas aprendi o segredo, a gente só deve come-lo quando a companhia também topa.

Como minha pasta napolitana seria o cardápio da família, minha receita fácil levou, é claro, 3 dentes de alho.

Na verdade, o tal molho a Napolitana tem, além do alho, tomate, manjericão e muzarela de bufala.

O preparo é simples:

Amasse 3 dentes de alho.Frite-os no azeite (1 xícara de café). Quando eles tiverem quase amarelos, acrescente 2 tomates cortados em pedaços grandes. Acrescente pitadas de sal e pimenta do reino a gosto.Refogue.
Quando os tomates já estiverem desfeitos e o azeite estiver laranja, acrescente parte do manjericão cortado a mão (assim não perdemos o aroma pois, do contrário a faca oxida a folha. Ah, o Gu que me ensinou esta técnica e rasgou as folhas). Mexa um pouco. Joque a massa cozida.
Mexa bem. Coloque 2 muzarelas de bufala grandes picadas.
Para servir, acrescente mais manjericão picado sobre a massa.

E bom apetite. Como eu disse o preparo é simples e o prato gostoso!!!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Blasfêmia: o quarto segredo de Fátima






No dia 14/08 comentei aqui no Blog que falaria sobre o Feijão de Arroz a Transmontana. Mais de um mês depois aqui estou, pronta para escrever sobre uma maravilha portuguesa.



No meu roteiro para Portugal, constava Fátima, em Ourém. Para quem não sabe sou super carola e não poderia deixar de ir até este santuário português.




Minha ida à Fátima se restringia a conhecer o local do milagre de N. S. de Fátima e fazer minhas orações. Mas minha mãe levava na bagagem um caderno de turimo da Folha de S. Paulo que enumerava bons restaurantes portugueses. E lá constava um em Ourém.




Chegamos à cidade no meio da tarde, peregrinamos, rezamos e quando nos demos conta já eram 17h e estávamos sem comer.
Sacamos a FSP e vimos que o tal restaurante da lista - Tia Alice - só abria às 19h. Pelo texto chegamos à conclusão que valia a pena esperarmos e ficamos 2 horas contando os minutos.



Lá fomos nós!!!! Endereço no GPS (o restaurante não fica ao lado do santuário como todos os outros comércios da cidade) e depois de 5 minutos estávamos em frente a uma portinha branca com interfone. O nome do restaurante aparecia discretamente em cima da porta.




Tocamos o interfone e a porta se abriu. Descemos uma escada. Era a única coisa que podíamos fazer, não havia nada e nem ninguém. Naqueles 20 degraus fiquei pensando o que teria lá embaixo.




Surpresa!!! O restaurante era lindo. Todo branquinho, as paredes em pedra branca e a louça das mesas pintadas a mão.




Fomos super bem recebidos. Os garçons são todos filhos, cunhadas da Tia Alice.



Pedimos de entrada a Morcela de Arroz Assada.
Este prato é um embutido que se distingue pela forma como é feito: na tripa do porco juntam-se as partes mais gordas da carne do animal, incluindo vísceras e sangue, e arroz.É proveniente da região de Leiria-Fátima (conheça a região aqui)
Delicioso. Particularmemte eu adoro embutidos e o sabor da Morcela é bem diferente dos que comemos por aqui.




Para o prato principal: Feijão de Arroz a Transmontana.
Como já lhes contei no outro post adoro feijoada e ao pedir explicações para a nora da Tia Alice sobre este prato, me lembrei na nossa feijoada.




Lá veio o prato. Esfumegante... Uma feijoada portuguesa, com suas carnes apimentadas e saborosas, arroz e legumes. Isso mesmo; o arroz e os legumes são cozidos com o feijão e as carnes. A consistência, por incrível que pareça, fica mais líquida que a nossa. O sabor é estonteante. Um dos melhores pratos da minha vida.






Acompanhadas por um vinho da região do Douro - Pombal do Vesúvio - eu e minha mãe comemos a travessa toda. Ah, e a garrafa de vinho, também, acabou.




Mas não podia parar por ali. Tinhamos que provar os doces. Não sei se já falei isso mas os melhores doces que já provei na vida são os portugueses. Claro, isso para quem gosta de ovo.



Chamamos a nora da Tia Alice para nos dar uma dica e ela nos ofereceu um Pudim Abade de Priscos. O que?????? Foi exatamente isso que perguntamos.



E ela, acostumada a atender brasileiros, nos explicou. Prisco é toucinho. Ou seja é um pudim feito com banha de porco!!!



Cara feia das duas e dois minutos depois estávamos nós experimentando esta iguaria. Nenhum gosto de porco, é um pudim bem cremoso e doce.



Eu e minha mãe tivemos dificuldade para subir a escada mas certamente tivemos uma das melhores refeições das nossas vidas.


Acessem o site do restaurante e programem-se para visitarem: www.tiaalice.com

Ah, e se quiserem outras dicas de restaurantes em Portugal, vejam aqui