Passei 30 anos comendo miojo, sanduíche e bolacha Bono quando dava fome e não tinha nenhuma comida pronta. Depois dos 30 e de me casar com um comilão e entusiasta, comecei a surfar na cozinha e não é que deu certo! No paralelo, passei a frequentar mais restaurantes, de diferentes especialidades e nacionalidades. Experimentei novos gostos e sabores e aqui vou dividi-los com vocês.
sábado, 8 de setembro de 2012
O verdadeiro fast food
Vejam o "fast food" que encontrei no meio da ladeira Porto Geral (do lado da 25 de Março). Serviço rápido, tudo limpinho e barato. Pena que não experimentei. Na minha próxima ida a 25, já sei o que comerei.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Nomes complicados - parte 2
Como eu disse em meu último post, tem muito prato simples com nome em francês, o que dá um certo glamour a ele.
Assim é com o molho béchamel. Como disse, outro dia minha mãe pediu que fizessem lá em casa este molho e a cara de surpresa foi geral. Sobrou para eu traduzir o pedido: MOLHO BRANCO.
Mas depois fiquei pensando se de fato os dois são iguais.
Pesquisei e descobri que béchamel é um molho que se obtém fervendo farinha de trigo (ou maisena) em manteiga ou margarina, diluindo depois com leite.
Deve ter coloração marfim, aparência de creme e sabor sem gosto de farinha crua. Depois de cozido, deve ser temperado de acordo com os alimentos que vai acompanhar. O Béchamel é ainda base de muitos outros molhos, sopas, cremes, recheios e souflés.
Alguns dizem que este molho teria sido criado por um jovem cozinheiro do século XIX, o francês Antoine Carême, considerado o primeiro chef-celebridade. No entanto, o nome Béchamel poderá vir de Louis Béchameil de Nointel, Maître d'hotel do rei Luís XIV, que viveu dois séculos antes.
Embora muitas receitas não expliquem a diferença entre este molho e o molho branco, outras indicam claramente a necessidade de cozinhar bem a farinha na gordura antes de acrescentar o leite. Algumas receitas referem a necessidade da farinha ser alourada, ou seja, levemente queimada à maneira do roux, antes de colocar o leite.
Então, lendo isso chego a conclusão que a diferença é a coloração, que vem daquela queimadinha que damos na farinha.
Mas ainda estou confusa. Pesquisando no Larousse Gastronomique, achei a clássica receita de Molho Béchamel e nela não há indicação de queimadinha alguma, o segredo é outro, aquecer o leite com louro, cebola, noz.
O que importa é que este tipo de molho é base para muitas receitas e nos salva naqueles dias que temos um pedaço de queijo na geladeira e meio pacote de macarrão, por exemplo, e queremos fazer uma graça.
Mas ainda estou confusa. Pesquisando no Larousse Gastronomique, achei a clássica receita de Molho Béchamel e nela não há indicação de queimadinha alguma, o segredo é outro, aquecer o leite com louro, cebola, noz.
O que importa é que este tipo de molho é base para muitas receitas e nos salva naqueles dias que temos um pedaço de queijo na geladeira e meio pacote de macarrão, por exemplo, e queremos fazer uma graça.
Molho Béchamel Clássico
Aqueça lentamente 500 ml de leite com uma folha de louro, uma fatia grossa de cebola e uma lâmina de flor de noz-moscada. Desligue o fogo assim que o leite começar a ferver; tampe a panela e reserve por 30 minutos. Coe o leite e descarte os ingredientes restantes. Derreta lentamente, em fogo baixo, 40 g de manteiga sem sal em uma panela de fundo grosso. Adicione 40 g de farinha de trigo e mexa rapidamente até a mistura homogeneizar sem deixar que a cor se altere. Derrame o leite aos poucos e leve a fervura sem parar de mexer para prevenir a formação de grumos. Tempere com sal e pimenta (de acordo com a indicação de uso do molho) e um pouco de noz-moscada ralada. Ferva o molho gentilmente por 3-5 minutos mexendo de vez em quando.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Nomes requintados, pratos simples
Esta semana me dei conta como há nomes complicados, bonitos, em francês para pratos simples.
A empresa do meu marido fica no centro da cidade de São Paulo. Lá a maioria dos restaurantes são os chamados PFs ou self service. Também é comum encontrar aquele tipo de lanchonete que vende um pouco de tudo: às 7h da matina um pingado, às 9h um pão de queijo e na hora do almoço tem uns 3 tipos de PFs, sem esquecer da cervejinha do final do expediente.
Eu então fui almoçar com o Gu num destes restaurantes. Lotado, vários garçons servindo, 3 pratos do dia e mais uns tantos no cardápio.
Escolhemos um bife a parmeggiana, que estava muito bom, mas enquanto eu saboreava-o um dos garçons passou pela mesa com um belo filé de frango acompanhado de panaché de legumes. Prato excelente pra quem quer controlar o peso, leve, saboroso...
Na hora que o vi, comentei com o Gu: "Nossa, se eu soubesse que tinha frango com panaché de legumes teria pedido". E ele rindo me respondeu:"Pena que o garçom não teria entendido." E continuou: "...panaché, cachepot, bechamel, para ele é tudo a mesma coisa. Aqui aquele prato é filé de frango com legumes.Pare de frescura."
Demos muita risada. E eu me dei conta como alguns pratos muito simples tomam outra dimensão por terem nomes altamente sofisticados, até parecem que saíram de algum restaurante de chef renomado.
Realmente, panaché de legumes é gostoso, mas não passa de um mix de legumes.
Pra quem não sabe como elaborar este charmoso prato, lá vai a receita:
Panaché de legumes
Também me lembrei da época em que trabalhei e comia no bandejão da Natura. Embora a comida fosse muito boa, havia muita repetição de pratos mas não de nomes. Eles faziam o filé de frango cortado em tiras e chamavam de Iscas de frango. Bonito nome, hein?
E o molho béchamel? O que falar dele?
Outro dia minha mãe sugeriu que minha empregada fizesse espinafre com molho bechamel. E ela me olhou com uma cara. Molho o que? Logo traduzi: molho branco.
O prato ficou uma delícia. E depois do meu almoço ao centro parei pra pensar se de fato é tudo a mesma coisa (molho branco, bechamel) ou se há diferença entre os dois.
Quanta descoberta. Vale um novo post.
A empresa do meu marido fica no centro da cidade de São Paulo. Lá a maioria dos restaurantes são os chamados PFs ou self service. Também é comum encontrar aquele tipo de lanchonete que vende um pouco de tudo: às 7h da matina um pingado, às 9h um pão de queijo e na hora do almoço tem uns 3 tipos de PFs, sem esquecer da cervejinha do final do expediente.
Eu então fui almoçar com o Gu num destes restaurantes. Lotado, vários garçons servindo, 3 pratos do dia e mais uns tantos no cardápio.
Escolhemos um bife a parmeggiana, que estava muito bom, mas enquanto eu saboreava-o um dos garçons passou pela mesa com um belo filé de frango acompanhado de panaché de legumes. Prato excelente pra quem quer controlar o peso, leve, saboroso...
Na hora que o vi, comentei com o Gu: "Nossa, se eu soubesse que tinha frango com panaché de legumes teria pedido". E ele rindo me respondeu:"Pena que o garçom não teria entendido." E continuou: "...panaché, cachepot, bechamel, para ele é tudo a mesma coisa. Aqui aquele prato é filé de frango com legumes.Pare de frescura."
Demos muita risada. E eu me dei conta como alguns pratos muito simples tomam outra dimensão por terem nomes altamente sofisticados, até parecem que saíram de algum restaurante de chef renomado.
Realmente, panaché de legumes é gostoso, mas não passa de um mix de legumes.
Pra quem não sabe como elaborar este charmoso prato, lá vai a receita:
Panaché de legumes
1 Cenoura grande em pedaços
2 Batatas médias em cubos
4 buquês de Couve Flor
2 colheres de sopa de Manteiga
Tempero Verde
Sal
Preparo:
1. Cozinhar todos os legumes al dente, respeitando o tempo de cozimento de cada legume. Escorrer os legumes e passar na água gelada para parar o cozimento. Escorrer novamente.
2. Na panela de cozimento, derreter a manteiga, juntar o temperoro verde e em seguida colocar os legumes e envolver todos delicadamente. Acerte o sal e sirva quente.
Também me lembrei da época em que trabalhei e comia no bandejão da Natura. Embora a comida fosse muito boa, havia muita repetição de pratos mas não de nomes. Eles faziam o filé de frango cortado em tiras e chamavam de Iscas de frango. Bonito nome, hein?
E o molho béchamel? O que falar dele?
Outro dia minha mãe sugeriu que minha empregada fizesse espinafre com molho bechamel. E ela me olhou com uma cara. Molho o que? Logo traduzi: molho branco.
O prato ficou uma delícia. E depois do meu almoço ao centro parei pra pensar se de fato é tudo a mesma coisa (molho branco, bechamel) ou se há diferença entre os dois.
Quanta descoberta. Vale um novo post.
domingo, 29 de julho de 2012
Mousses
Não sou doceira. A não ser quando era menina e tive uma fase de preparar bolos e pavê.
Mas isto faz muito tempo. Não bato um bolo há anos. Até tenho uma batedeira, mas só a tirei da caixa 2 ou 3 vezes.
Mas ultimamente tenho comido mousse nos almoços dos Youssef, família do meu marido. Sua prima Ana Maria habitualmente faz uma deliciosa mousse de chocolate.
Depois de comê-la em uns 3 almoços, resolvi tentar reproduzi-la.
Minha primeira providencia foi procurar a prima torta para obter a receita. A Ana por sua vez me deu a receita e, também, contou um monte de segredinho. E cá eu estou para dividi-los. Nem sei se ela vai gostar. Não sei se era segredo de família. Só sei que coisa boa precisa ser compartilhada. E a Ana, reconhecida pela doçura.
Mousse de Chocolate
A receita
Bata 2 claras em neve,
acrescente 2 colheres de açúcar (só depois da neve estar formada).
Paralelamente, derreta 200g de chocolate meio amargo e acrescente 1 lata de creme de leite sem soro (ou caixinha).
Misture essa ganache com as claras em neve delicadamente, para não perder o aerado. O segredo aqui é misturar como se estivesse dobrando algo, do fundo para cima, até ficar homogêneo.
Leve à geladeira da noite para o dia seguinte. 6 horas são suficientes. E não se esqueça de cubrir com filme de pvc para não ressecar.
O segredinho
Usar o chocolate meio amargo da marca Garoto (é melhor do que as demais marcas). Se for usar chocolate 70% aumente 1 clara e uns 50% de creme de leite.
Experimentei a receita e a mousse ficou deliciosa.Nem doce, nem amarga. Nada enjoativa. Cremosa.
Mas isto faz muito tempo. Não bato um bolo há anos. Até tenho uma batedeira, mas só a tirei da caixa 2 ou 3 vezes.
Mas ultimamente tenho comido mousse nos almoços dos Youssef, família do meu marido. Sua prima Ana Maria habitualmente faz uma deliciosa mousse de chocolate.
Depois de comê-la em uns 3 almoços, resolvi tentar reproduzi-la.
Minha primeira providencia foi procurar a prima torta para obter a receita. A Ana por sua vez me deu a receita e, também, contou um monte de segredinho. E cá eu estou para dividi-los. Nem sei se ela vai gostar. Não sei se era segredo de família. Só sei que coisa boa precisa ser compartilhada. E a Ana, reconhecida pela doçura.
Mousse de Chocolate
A receita
Bata 2 claras em neve,
acrescente 2 colheres de açúcar (só depois da neve estar formada).
Paralelamente, derreta 200g de chocolate meio amargo e acrescente 1 lata de creme de leite sem soro (ou caixinha).
Misture essa ganache com as claras em neve delicadamente, para não perder o aerado. O segredo aqui é misturar como se estivesse dobrando algo, do fundo para cima, até ficar homogêneo.
Leve à geladeira da noite para o dia seguinte. 6 horas são suficientes. E não se esqueça de cubrir com filme de pvc para não ressecar.
O segredinho
Usar o chocolate meio amargo da marca Garoto (é melhor do que as demais marcas). Se for usar chocolate 70% aumente 1 clara e uns 50% de creme de leite.
Experimentei a receita e a mousse ficou deliciosa.Nem doce, nem amarga. Nada enjoativa. Cremosa.
Daí me inspirei e neste final de semana resolvi fazer uma mousse com uns morangos que estavam na geladeira.
Simples demais fazer este doce. E nem é necessário ter batedeira.
Mousse de Morango
Bata 2 latas de morango (tamanho de leite condensado) no liquidificador;
acrescente 1 lata de leite condensado e 1 lata de creme de leite.
Paralelamente prepare 1 gelatina de morango e acrescente-a no liquidificador.
Bata tudo novamente e coloque numa travessa. Cubra-a com filme pvc.
Bem saborosa e ficou com um gostinho de morango nada artificial, embora tenha um pouco de gelatina.
A Lulu, minha filha, se esbaldou na mousse. E agora já estou pesquisando quais serão os próximos sabores.
15 anos depois...Mestiço
Há 15 anos passo na frente desse restaurante e penso: tenho que vir aqui.
Logo quando abriu eu era nova demais, não costumava frequentar restaurantes. Como dizia meu avô Geraldo, eu não saia de barzinho. Restaurante nos Jardins, só acompanhada da família.
Os anos se passaram, os jantares aumentaram. Mas ou eu me esquecia de ir lá ou passava na frente e desistia, tamanho movimento na entrada.
Eis que neste 17 de julho, dia do aniversário da minha mãe, decidimos sair para almoçar. Os filhos e suas respectivas famílias.
E meu irmão sugeriu o Mestiço.
Apesar de ser uma terça-feira normal, achei por bem reservar uma mesa. Sair com criança de colo e ficar esperando mesa é terrível. Você acaba com a lombar e, quando, finalmente, consegue sentar, a criança já está cansada e dá chilique para ir embora.
Liguei lá na própria manhã e consegui uma mesa.
Antes de ir, entrei no site pra pesquisar que tipo de comida tinha naquele lugar que me fascinava tanto e tinha uma fama tão bacana. Vi que eles se definem como: "Cozinha contemporânea variada, com especialidades tailandesas e toques baianos."
Tudo o que eu gosto. Tempero, molho...
Pra começar pedimos de entrada porção de mini acarajés. Embora não viesse acompanhada por recheios, só pelo vatapá, estava super saborosa.
O Gu se interessou por uma sopa de cogumelos e eu não resisti...tomei metade. Deliciosa.
Como pratos principais, meu irmão, cunhada e mãe pediram um prato executivo. Eles têm 1 tipo por dia da semana e são formados por entrada, prato principal e sobremesa. Naquele dia a estrela principal era uma moqueca de peixe ou de camarão, acompanhada por salada e uma sobremesa que todos dividiram, um bolinho com creme de abacaxi.
Minha mãe amou a moqueca, que vinha com um potinho de arroz e outro de farinha. Mas depois, comentou que ao ver o prato pensou que não seria suficiente. Ledo engano, o tamanho foi exato.
Eu pedi um prato chamado Chiang Mai: Curry tailandes com leite de coco, frango e abóbora.Uma perdição. Com arroz de jasmim então... Muito cremoso, saboroso e apimentado.
O Gu pediu o Bangcok: Frango com manjericão estilo tailandês. Menos apimentado que o meu mas com um toque oriental.
Vale falar também do serviço. Infelizmente não me lembro do nome da garçonete mas ela foi extremamente gentil. E ficou arrumando a bagunça da criançada numa boa.
Depois deste almoço, tive certeza que perdi muito tempo. Mais precisamente 15 anos. 15 anos sem estas delícias.
domingo, 15 de julho de 2012
Viagem pela Península Ibérica
Domingo passado meus sogros fizeram 40 anos de casados.
Fiquei pensando quanta coisa eles devem ter passado juntos (é de se admirar) e se eu um dia comemorarei esta data.
Não pensem que não confio e acredito no meu casamento. A questão é outra.
Casei mais velhinha. Nada diferente do que fazem os casais da minha geração.
Pensando bem aos 40 anos chego, talvez não consigo comemorar as bodas de ouro.Pra isso, vou ter que investir bastante na minha saúde. Investir cada vez mais em me alimentar bem...e consequentemente, alimentar este blog.
Mas voltando ao domingo. Pra comemorar o aniversário de casamento, fomos ao restaurante Adega Santiago http://www.adegasantiago.com.br/.
Tínhamos que ir a algum local onde a comida e bebida fossem agradá-los e como eles adoram vinho e bacalhau, escolhemos este restaurante que tem como origem a culinária da península ibérica.
Eu já havia estado lá com umas amigas para um happy hour. Na ocasião ficamos nas entradas. Muito boas.
Além da comida gostei bastante do ambiente. Aconchegante! E também por isso, resolvi voltar.
Fiz reserva um dia antes e sem ela não teríamos conseguido almoçar. Chegamos às 13h, com o restaurante ainda vazio. Mas bastaram só 15 min para todas as mesas lotarem.
Começamos a refeição com uma entrada de polvo. Adoro frutos do mar. Mas não imaginei que esta entrada poderia ser tão gostosa. Polvo laminado, quentinho, regado no azeite e muito saboroso.
Depois pedimos 2 tipos de bacalhau. Um a lenha e outro mexido. E um filé mignon a Adega Santiago.
O bacalhau a lenha lembra muito o tradicional com batatas, ovos, cebola e pimentão, que muita gente faz em casa. Mas é cozido no forno a lenha. Muito bom. Posta alta e consistente.
Já o mexido de bacalhau tem um sabor muito bom. Bacalhau desfiado misturado com purê de batata gratinado ao forno.Meu voto vai pra este.
A carne também estava muito boa. seu ponto estava perfeito, macia como manteiga. Era regada a molho ao funghi e acompanhada por batatas.
Para beber, tomamos um belíssimo vinho português. O nome não me perguntem.
Não comemos sobremesa. Minha sogra tinha providenciado um cheese cake então, esta parte da refeição (por sinal muito boa) foi em casa.
Cada vez que como comidas tradicionais da península ibérica tenho mais certeza que estes são meus pratos prediletos.
E por isso em outros posts vou falar sobre outros bacalhaus que já provei por aqui: Rancho 53, Quinta do Marquês, do meu irmão Otávio (quer dizer, receita de nosso amigo Fadul) etc.
Fiquei pensando quanta coisa eles devem ter passado juntos (é de se admirar) e se eu um dia comemorarei esta data.
Não pensem que não confio e acredito no meu casamento. A questão é outra.
Casei mais velhinha. Nada diferente do que fazem os casais da minha geração.
Pensando bem aos 40 anos chego, talvez não consigo comemorar as bodas de ouro.Pra isso, vou ter que investir bastante na minha saúde. Investir cada vez mais em me alimentar bem...e consequentemente, alimentar este blog.
Mas voltando ao domingo. Pra comemorar o aniversário de casamento, fomos ao restaurante Adega Santiago http://www.adegasantiago.com.br/.
Tínhamos que ir a algum local onde a comida e bebida fossem agradá-los e como eles adoram vinho e bacalhau, escolhemos este restaurante que tem como origem a culinária da península ibérica.
Eu já havia estado lá com umas amigas para um happy hour. Na ocasião ficamos nas entradas. Muito boas.
Além da comida gostei bastante do ambiente. Aconchegante! E também por isso, resolvi voltar.
Fiz reserva um dia antes e sem ela não teríamos conseguido almoçar. Chegamos às 13h, com o restaurante ainda vazio. Mas bastaram só 15 min para todas as mesas lotarem.
Começamos a refeição com uma entrada de polvo. Adoro frutos do mar. Mas não imaginei que esta entrada poderia ser tão gostosa. Polvo laminado, quentinho, regado no azeite e muito saboroso.
Depois pedimos 2 tipos de bacalhau. Um a lenha e outro mexido. E um filé mignon a Adega Santiago.
O bacalhau a lenha lembra muito o tradicional com batatas, ovos, cebola e pimentão, que muita gente faz em casa. Mas é cozido no forno a lenha. Muito bom. Posta alta e consistente.
Já o mexido de bacalhau tem um sabor muito bom. Bacalhau desfiado misturado com purê de batata gratinado ao forno.Meu voto vai pra este.
A carne também estava muito boa. seu ponto estava perfeito, macia como manteiga. Era regada a molho ao funghi e acompanhada por batatas.
Para beber, tomamos um belíssimo vinho português. O nome não me perguntem.
Não comemos sobremesa. Minha sogra tinha providenciado um cheese cake então, esta parte da refeição (por sinal muito boa) foi em casa.
Cada vez que como comidas tradicionais da península ibérica tenho mais certeza que estes são meus pratos prediletos.
E por isso em outros posts vou falar sobre outros bacalhaus que já provei por aqui: Rancho 53, Quinta do Marquês, do meu irmão Otávio (quer dizer, receita de nosso amigo Fadul) etc.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Vou voltar
Me dei conta hoje que não escrevo aqui desde outubro de 2010. Quase 2 anos!!!
Naquela época estava no começo da gravidez da Lulu.
Vocês devem estar pensando: e daí, não comeu durante 9 meses? Comi sim, comi muito, até ganhei alguns quilos extras mas não tinha a menor vontade de cozinhar. Tinha um sono...
Gostava mesmo é de ficar em casa, deitada e tomando Toddynho.Nunca fui disso mas na gravidez acordava o Gu na madrugada, morrendo de fome, e pedia um Toddynho. Depois que a Lulu nasceu nunca mais tomei um.
Também continuei indo à restaurantes - com menor frequência - alguns novos, mas não postei nada.
A Lulu nasceu há pouquinho mais de 1 ano. E durante este primeiro ano de sua vida também não escrevi, ou melhor quase não cozinhei.
Nos primeiros meses nem tinha tempo pra entrar na cozinha a não ser para ferver mamadeiras. E queimá-las, também.
Depois, embora tenha ficado mais em casa, voltei a fazer os pratos que eram minha especialidade no passado. E nada novo tive pra contar.
E em janeiro deste ano eu e o Gu entramos numa dieta ortomolecular. Ficamos sem comer quase tudo que gostávamos: pães, massas, doces, grãos, cerveja, vinhos... O que comíamos? Carnes, frangos, peixes, frutas e verduras, batatas, de todos os tipos, e no meu caso, muito queijo. Senti falta de muita coisa, mas valeu a pena. Juntos temos 25 quilos a menos em casa.
Mas hoje, depois de quase 2 anos, me deparei na cozinha novamente. Em uma cozinha nova, mudamos de casa nesse meio tempo.
Mas voltei à cozinha porque gosto de gente. Isso mesmo. Meu tesão é pelas pessoas, não só por cozinhar. Gosto de recebê-las na minha casa, gosto de conversar (acho que isso quase todo mundo sabe), gosto de preparar a casa para que todo mundo se sinta bem. E gosto muito de cozinhar para elas!!!
Cá estou aqui de novo, então.
Naquela época estava no começo da gravidez da Lulu.
Vocês devem estar pensando: e daí, não comeu durante 9 meses? Comi sim, comi muito, até ganhei alguns quilos extras mas não tinha a menor vontade de cozinhar. Tinha um sono...
Gostava mesmo é de ficar em casa, deitada e tomando Toddynho.Nunca fui disso mas na gravidez acordava o Gu na madrugada, morrendo de fome, e pedia um Toddynho. Depois que a Lulu nasceu nunca mais tomei um.
Também continuei indo à restaurantes - com menor frequência - alguns novos, mas não postei nada.
A Lulu nasceu há pouquinho mais de 1 ano. E durante este primeiro ano de sua vida também não escrevi, ou melhor quase não cozinhei.
Nos primeiros meses nem tinha tempo pra entrar na cozinha a não ser para ferver mamadeiras. E queimá-las, também.
Depois, embora tenha ficado mais em casa, voltei a fazer os pratos que eram minha especialidade no passado. E nada novo tive pra contar.
E em janeiro deste ano eu e o Gu entramos numa dieta ortomolecular. Ficamos sem comer quase tudo que gostávamos: pães, massas, doces, grãos, cerveja, vinhos... O que comíamos? Carnes, frangos, peixes, frutas e verduras, batatas, de todos os tipos, e no meu caso, muito queijo. Senti falta de muita coisa, mas valeu a pena. Juntos temos 25 quilos a menos em casa.
Mas hoje, depois de quase 2 anos, me deparei na cozinha novamente. Em uma cozinha nova, mudamos de casa nesse meio tempo.
Mas voltei à cozinha porque gosto de gente. Isso mesmo. Meu tesão é pelas pessoas, não só por cozinhar. Gosto de recebê-las na minha casa, gosto de conversar (acho que isso quase todo mundo sabe), gosto de preparar a casa para que todo mundo se sinta bem. E gosto muito de cozinhar para elas!!!
Cá estou aqui de novo, então.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Wok de Barros
Há algum tempo minha amiga Re Barros me ensinou uma receita fácil, rápida e saborosa de fazer na panela wok.
Eu tinha acabado de comprar meu wok e não fazia a mínima idéia do que cozinhar nele. Comprei por impulso. Achava bonito aqueles chefs preparando comida nele.
Depois acabei descobrindo que o wok é um utensílio básico da culinária asiática. Tem a forma de uma meia esfera (metálica ou cerâmica), munida de duas alças ou de um cabo. Uma característica do wok é ser comumente revestido internamente de uma camada de carbono praticamente puro, obtido a partir da aplicação de óleo vegetal e posterior aquecimento extremo, o que lhe confere resistência a oxidação e não aderência dos alimentos a serem nele cozidos.
Alguns woks tem o fundo plano, dando-lhe uma forma semelhante à de uma frigideira.
E seu formato (fundo côncavo), faz com que os alimentos não fiquem espalhados no fundo da panela chata, pois você deverá mexê-los sempre ou até adicionar algum líquido. Além disso, o preparo dos alimentos nesta panela é muito rápido, conservando assim as propriedades dos alimentos.
Comentei com a Re sobre minha nova aquisição e ela me passou essa receita de legumes com carne ou frango.
Fiz e adorei.
Ontem repeti. Claro, que antes, liguei pra Re e pedi de novo a receita.
Anotem aí:
Aqueça a panela. E coloque 1 pingo de óleo;
Refogue 1 dente de alho amassado;
Coloque a carne picadinha (como a de estrognofe). Mas antes você deve deixá-la descansando em 1 clara de ovo com 1 colher de shoyo;
Quando a carne estiver selada (vermelhinha), inclua legumes picados. Eu uso aqueles cortados, vendidos no supermercado / sacolão, próprios para o preparo de yakisoba;
Deixe os legumes cozinhar. Para tanto tampe a panela. Uma dica: se você pretende comprar um wok, procure os que têm tampa;
Os legumes vão cozinhar com seu próprio vapor. Acrescente então 1 xícara de caldo de carne, 2 colheres de shoyo e 1 colher de maisena dissolvida em 1 xícara de água;
Mexa e deixe cozinhar por mais uns instantes;
Pronto. Desligue o fogão e sirva. Ah mais uma coisa, se você gostar, cozinhe 1 pacote de miojo e junte ao prato, fica como um yakisoba.
Uma comida bem saborosa e fácil de preparar.
Eu tinha acabado de comprar meu wok e não fazia a mínima idéia do que cozinhar nele. Comprei por impulso. Achava bonito aqueles chefs preparando comida nele.
Depois acabei descobrindo que o wok é um utensílio básico da culinária asiática. Tem a forma de uma meia esfera (metálica ou cerâmica), munida de duas alças ou de um cabo. Uma característica do wok é ser comumente revestido internamente de uma camada de carbono praticamente puro, obtido a partir da aplicação de óleo vegetal e posterior aquecimento extremo, o que lhe confere resistência a oxidação e não aderência dos alimentos a serem nele cozidos.
Alguns woks tem o fundo plano, dando-lhe uma forma semelhante à de uma frigideira.
E seu formato (fundo côncavo), faz com que os alimentos não fiquem espalhados no fundo da panela chata, pois você deverá mexê-los sempre ou até adicionar algum líquido. Além disso, o preparo dos alimentos nesta panela é muito rápido, conservando assim as propriedades dos alimentos.
Comentei com a Re sobre minha nova aquisição e ela me passou essa receita de legumes com carne ou frango.
Fiz e adorei.
Ontem repeti. Claro, que antes, liguei pra Re e pedi de novo a receita.
Anotem aí:
Aqueça a panela. E coloque 1 pingo de óleo;
Refogue 1 dente de alho amassado;
Coloque a carne picadinha (como a de estrognofe). Mas antes você deve deixá-la descansando em 1 clara de ovo com 1 colher de shoyo;
Quando a carne estiver selada (vermelhinha), inclua legumes picados. Eu uso aqueles cortados, vendidos no supermercado / sacolão, próprios para o preparo de yakisoba;
Deixe os legumes cozinhar. Para tanto tampe a panela. Uma dica: se você pretende comprar um wok, procure os que têm tampa;
Os legumes vão cozinhar com seu próprio vapor. Acrescente então 1 xícara de caldo de carne, 2 colheres de shoyo e 1 colher de maisena dissolvida em 1 xícara de água;
Mexa e deixe cozinhar por mais uns instantes;
Pronto. Desligue o fogão e sirva. Ah mais uma coisa, se você gostar, cozinhe 1 pacote de miojo e junte ao prato, fica como um yakisoba.
Uma comida bem saborosa e fácil de preparar.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Comida Nordestina
Neste sábado nos deu uma vontade enorme de comer as delícias nordestinas.
Eu me lembrei do tempo em que morava em Recife. Embora eu fosse muito criança, dos 3 aos 7 anos, tenho certeza que vem de lá a minha paixão por carne de sol, macaxeira, manteiga de garrafa.
E o Gu se lembrou de um sábado, que ele quer esquecer por outros motivos, quando eu o apresentei a esta comida.
Pesquisei no aplicativo da Época Restaurantes e achei um que me pareceu bem interessante: Mocotó.
Entrei no site e apesar de não ter a menor idéia do bairro onde está localizado, Vl. Medeiros, o cardápio, a tradição - desde 1974 -, nos fizeram querer desbravar a Zona Norte.
E lá fomos nós, eu, Gu e minha mãe. Apesar de distante de casa, é bem fácil de chegar. Mas difícil de entrar. Eram 20h e tinha espera de 1 hora.
Nossa fome era enorme, como se de fato estivessemos chegando do NE, depois de 4 dias de viagem de ônibus, e não esperamos.
Mas a vontade de comer carne de sol e seus apetrechos ainda persistia. Nos lembramos, então, do restaurante Feijão de Corda atrás do Cemitério de Congonhas. E lá fomos nós.
Pedimos um prato com Feijão de corda, macaxeira e carne de sol. E um cabrito com feijão de corda. Ambas estavam uma delícia.
As carnes bem macias e suculentas ficavam ainda melhores com a manteiga de garrafa que despejavamos por cima de tudo.
Não posso dizer que é uma comida leve mas certamente, é uma das mais saborosas do nosso país.
domingo, 3 de outubro de 2010
Presentes de Cozinha
A medida em que eu cozinho, descubro que não tenho quase nenhum apetrecho para isso.
Na verdade existe utensílio pra tudo. É descascador de azeitona, de legumes, espremedor de alho, pincel pra isso e pra aquilo, panela de ferro, wok, de barro, colher de paú, coadores, funil...
E tudo tem serventia. Sem eles a vida na cozinha fica bem mais difícil e demorada.
Bendita UD!!! Feira de Utilidades Domésticas!
Vocês se lembram da UD?
Não sei se ela ainda existe. Na internet, o último registro que achei foi da feira de 2004. Era a 53 edição.
Eu ia muita na minha infância. Meu pai trabalhava na Metalfrio, empresa de refrigeradores, e ir à feira era tradição.
Naquela época, quando eu tinha uns 3, 4, 5, 6 anos, não fazia a mínima idéia que um dia eu iria cozinhar, mas já gostava de ver todos aqueles apetrechos para os quais eu não dava nenhuma serventia. Gostava também porque era a minha chance de comer Favo Holandes (nada a ver, ne?).
Depois dos 10 anos nunca mais voltei lá.
Hoje em dia nem sei se a feira existe mas me divirto visitando as lojas.
No meu aniversário deste ano ganhei dois presentes culinários.
Um conjunto de facas, do Gu. E um livro do Otávio.
O conjunto de facas tem 6 tipos:
Faca do chef - Ideal para destrinchar, cortar cebolas, cortar carnes, picar temperos;
Faca de pão - Própria para cortar pães;
Faca para Desossar - é usada para desossar pequenos animais e filetar peixes;
Faca de carne - ideal para cortar carnes;
Faca de frutas e legumes - Própria para cortar e descascar frutas e legumes;
Faca de serra
As facas vêm num suporte de madeira e eu acabei de descobrir que assim evitamos que percam o fio. Aliás, se alguém quiser me dar um presente, pode me dar um amolador de facas...
O Otávio me deu o livro Todas as Técnicas Culinárias, Le Cordon Bleu.
A Cordon Bleu é a mais renomada instituição de ensino dedicada a culinária de alto nível. Oriunda da França, está presente, também, em outros países.
O livro traz dicas básicas e imperdíveis, coisas que todo chef que se preze deve saber, como cortas carnes, preparar molhos, cortar legumes etc.
Com estes presentes minha cozinha ficou mais completa e eu poderei aperfeiçoar meus pratos.
Obrigada Gu e Tá.
Celebração à francesa
Dia 27 de setembro é meu aniversário.
E nesse ano, além da comemoração antecipada com a família, resolvi sair com o Gu para jantar.
Estava uma noite chuvosa e fria, típica de todos os 27 de setembro que passei em São Paulo. Não me lembro, embora faça aniversário no início da primavera, de uma noite de calor, dos meus amigos, nas comemorações, vestindo roupas típicas da estação. Me lembro sim, de todo mundo encapuzado, de garoa fria e gelada.
Nos restava, então, ir a um restaurante aconchegante, onde pudéssemos provar boa comida.
Escolhemos o ICI Bistrô. Adoro a atmosfera francesa e achei que este seria o cenário perfeito para a comemoração.
Lá fomos nós para Higienópolis, r. Pará, 36.
O lugar, de fato, lembra os bistros parisienses. Lousa com o cardápio na parede, mesas pequenas e próximas e um cardápio bem enxuto.
Tive dúvidas se comia o Moules com fritas ou o Cassoulet.
Para quem não sabe, Moules é um típico prato belga, muito apreciado na França. São mexilhões cozidos em molho (existem vários) e servidos acompanhados por batata frita.
Provei este prato pela primeira vez em Paris. Como adoro frutos do mar, meu sogro me indicou o restaurante Leon de Bruxelas e lá fui eu provar esta delícia. O restaurante tem como prato principal Moules. Lá você encontra os mexilhões cozidos em diversos molhos como roquefort, molho de tomate. Recomendo fortemente! Se você for a Paris não perca esta oportunidade. Veja aqui mais informações.
Mas escolhi o Cassoulet. Quando estive em Paris, em junho, fui a um restaurante indicado pelo Daniel para provar este prato mas o garçon, com um olhar bem despresivo, me disse que era verão e este prato não era servido nesta época.
Mas, dia 27 de setembro está na primavera, era uma noite fria, então, eu tinha uma boa oportunidade de prová-lo.
Bingo! Adorei a escolha. O Cassoulet veio servido numa mini Le Creuset com um belo e tenro pato em cima. O Cassoulet é feito com feijão branco,confit de pato e linguiça de porco. Pra mim, é uma feijoada francesa. Uma delícia!!!
O Gu comeu a FRALDINHA Bèarnaise com fritas (bem fininhas). Eu mesma não gostei do prato e ele, apesar de ter gostado, saiu com a sensação que poderia ter pedido outro, mais exótico.
Ah, me esqueci da deliciosa entrada que pedimos: Coxinhas de Rã.
E para sobremesa, o delicioso Profiteroles.
A comida estava muito boa e a noite foi deliciosa.
Recomendo o restaurante, embora seja um pouco salgado. Mas era meu aniversário, e eu mereço.
E nesse ano, além da comemoração antecipada com a família, resolvi sair com o Gu para jantar.
Estava uma noite chuvosa e fria, típica de todos os 27 de setembro que passei em São Paulo. Não me lembro, embora faça aniversário no início da primavera, de uma noite de calor, dos meus amigos, nas comemorações, vestindo roupas típicas da estação. Me lembro sim, de todo mundo encapuzado, de garoa fria e gelada.
Nos restava, então, ir a um restaurante aconchegante, onde pudéssemos provar boa comida.
Escolhemos o ICI Bistrô. Adoro a atmosfera francesa e achei que este seria o cenário perfeito para a comemoração.
Lá fomos nós para Higienópolis, r. Pará, 36.
O lugar, de fato, lembra os bistros parisienses. Lousa com o cardápio na parede, mesas pequenas e próximas e um cardápio bem enxuto.
Tive dúvidas se comia o Moules com fritas ou o Cassoulet.
Para quem não sabe, Moules é um típico prato belga, muito apreciado na França. São mexilhões cozidos em molho (existem vários) e servidos acompanhados por batata frita.
Provei este prato pela primeira vez em Paris. Como adoro frutos do mar, meu sogro me indicou o restaurante Leon de Bruxelas e lá fui eu provar esta delícia. O restaurante tem como prato principal Moules. Lá você encontra os mexilhões cozidos em diversos molhos como roquefort, molho de tomate. Recomendo fortemente! Se você for a Paris não perca esta oportunidade. Veja aqui mais informações.
Mas escolhi o Cassoulet. Quando estive em Paris, em junho, fui a um restaurante indicado pelo Daniel para provar este prato mas o garçon, com um olhar bem despresivo, me disse que era verão e este prato não era servido nesta época.
Mas, dia 27 de setembro está na primavera, era uma noite fria, então, eu tinha uma boa oportunidade de prová-lo.
Bingo! Adorei a escolha. O Cassoulet veio servido numa mini Le Creuset com um belo e tenro pato em cima. O Cassoulet é feito com feijão branco,confit de pato e linguiça de porco. Pra mim, é uma feijoada francesa. Uma delícia!!!
O Gu comeu a FRALDINHA Bèarnaise com fritas (bem fininhas). Eu mesma não gostei do prato e ele, apesar de ter gostado, saiu com a sensação que poderia ter pedido outro, mais exótico.
Ah, me esqueci da deliciosa entrada que pedimos: Coxinhas de Rã.
E para sobremesa, o delicioso Profiteroles.
A comida estava muito boa e a noite foi deliciosa.
Recomendo o restaurante, embora seja um pouco salgado. Mas era meu aniversário, e eu mereço.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Purê de Abobora
Sempre vi minha vó fazer doce de abóbora mas naquela época não prestava a menor atenção no preparo. Então fiquei com a impressão que era super complicado prepará-la.
Mas outro dia resolvi, sem ter nenhum motivo, tentar fazer um purê de abóbora.
Adoro purê, papinha enfim comidas pastosas. Tenho inveja das crianças que comem aqueles potinhos de papinha da Nestle, eu adoro o de frutas.
Como não tenho mais idade pra isso, me contento com os purês.
Dessa vez elegi a abóbora.
Comprei a abóbora seca, em pedaços, sem casca. E não sabia o que fazer com ela.
Mas fui tentando e...delícia! O que deveria ser um simples purê virou um prato quase tai.
Vamos lá:
Pique meia cebola. Refogue-a na manteiga.
Depois acrescente a abóbora (1 bandeija, daquelas compradas em qualquer sacolão).
Coloque 1 vidro de leite de coco e 1 de água. Deixe cozinhar até a abóbora ficar molinha.
Bata no mixer, na própria panela. Ficará uma papa grossa.
Acrescente pitadas de sal e 3 pitadas de curry.
Misture e deixe refogar mais um pouco.
Coloque 2 colheres de manteiga. Misture.
Depois ponha 4 colheres de queijo parmesão ralado.
Pronto!!! O sabor ficou muito próximo aos pratos da cozinha tailandesa. Sugiro ser servido com frutos do mar, principalmente camarão.
Mas outro dia resolvi, sem ter nenhum motivo, tentar fazer um purê de abóbora.
Adoro purê, papinha enfim comidas pastosas. Tenho inveja das crianças que comem aqueles potinhos de papinha da Nestle, eu adoro o de frutas.
Como não tenho mais idade pra isso, me contento com os purês.
Dessa vez elegi a abóbora.
Comprei a abóbora seca, em pedaços, sem casca. E não sabia o que fazer com ela.
Mas fui tentando e...delícia! O que deveria ser um simples purê virou um prato quase tai.
Vamos lá:
Pique meia cebola. Refogue-a na manteiga.
Depois acrescente a abóbora (1 bandeija, daquelas compradas em qualquer sacolão).
Coloque 1 vidro de leite de coco e 1 de água. Deixe cozinhar até a abóbora ficar molinha.
Bata no mixer, na própria panela. Ficará uma papa grossa.
Acrescente pitadas de sal e 3 pitadas de curry.
Misture e deixe refogar mais um pouco.
Coloque 2 colheres de manteiga. Misture.
Depois ponha 4 colheres de queijo parmesão ralado.
Pronto!!! O sabor ficou muito próximo aos pratos da cozinha tailandesa. Sugiro ser servido com frutos do mar, principalmente camarão.
domingo, 12 de setembro de 2010
Shitake gratinado
Ontem a noite resolvemos, porque estou de "molho", preparar umas comidinhas e ficar em casa.
Tinha shitake na geladeira e decidi preparar shitake gratinado, em travessinhas individuais.
Depois de lavar e deixar de molho o shitake na água com vinagre, sei lá se é assim que lava; cortei-o em fatias grossas.
Refoguei-o na manteiga e adicionei 3 pitadas de pimenta branca e 2 de sal.
Quando ele começou a soltar água, adicionei shoyo, acho que uma a duas colheres de sopa.
Mexi bastante e coloquei 1 cálice de vinho branco seco. Deixei o álcool evaporar.
Daí coloquei 2 cálices de creme de leite fresco!!!
O shitake ficou cremoso mas não muito líquido.
Dividi-o em pequenos recipientes (individuais). Cobri com parmesão ralado e levei ao forno.
10 min depois... lá estávamos nós provando uma deliciosa entrada.
Isso mesmo, este prato é excelente para ser entrada de um jantarzinho. Fácil de preparar e sensacional.
Tinha shitake na geladeira e decidi preparar shitake gratinado, em travessinhas individuais.
Depois de lavar e deixar de molho o shitake na água com vinagre, sei lá se é assim que lava; cortei-o em fatias grossas.
Refoguei-o na manteiga e adicionei 3 pitadas de pimenta branca e 2 de sal.
Quando ele começou a soltar água, adicionei shoyo, acho que uma a duas colheres de sopa.
Mexi bastante e coloquei 1 cálice de vinho branco seco. Deixei o álcool evaporar.
Daí coloquei 2 cálices de creme de leite fresco!!!
O shitake ficou cremoso mas não muito líquido.
Dividi-o em pequenos recipientes (individuais). Cobri com parmesão ralado e levei ao forno.
10 min depois... lá estávamos nós provando uma deliciosa entrada.
Isso mesmo, este prato é excelente para ser entrada de um jantarzinho. Fácil de preparar e sensacional.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Pasta Napolitana???
Não sou boa com nomes. Não lembro dos nomes das pessoas, talvez porque o meu seja difícil de esquecer; não ligo ator ao nome; nome de filme então, sou péssima...então como eu poderia saber os nomes certos das comidas, em especial dos molhos das pastas.
Por isso, não sei se o simples molho de macarrão que fiz é napolitano, é marguerita, do chef ou qualquer coisa semelhante.
O que interessa é que foi fácil de preparar e ficou bom pra caramba!
Aqui em casa adoramos alho. O bom é que nós dois gostamos. Me lembro que logo no início do meu namoro com o Gu sai com minha melhor amiga, Paty, e fomos à minha pizzaria predileta - Prestissimo.Ela é uma pizzaria de bairro, mas de bom gosto. As pizzas são deliciosas, o atendimento ótimo e eu que vou lá há tempos encontro vários conhecidos. Voltando à minha noite com a Paty; eu e ela pedimos uma pizza de muzarela, tomate cereja e alho. No dia seguinte, eis que o Gu descobriu o cardápio. Que horror, ne? Alho é tão bom quanto queima filme. Mas aprendi o segredo, a gente só deve come-lo quando a companhia também topa.
Como minha pasta napolitana seria o cardápio da família, minha receita fácil levou, é claro, 3 dentes de alho.
Na verdade, o tal molho a Napolitana tem, além do alho, tomate, manjericão e muzarela de bufala.
O preparo é simples:
Amasse 3 dentes de alho.Frite-os no azeite (1 xícara de café). Quando eles tiverem quase amarelos, acrescente 2 tomates cortados em pedaços grandes. Acrescente pitadas de sal e pimenta do reino a gosto.Refogue.
Quando os tomates já estiverem desfeitos e o azeite estiver laranja, acrescente parte do manjericão cortado a mão (assim não perdemos o aroma pois, do contrário a faca oxida a folha. Ah, o Gu que me ensinou esta técnica e rasgou as folhas). Mexa um pouco. Joque a massa cozida.
Mexa bem. Coloque 2 muzarelas de bufala grandes picadas.
Para servir, acrescente mais manjericão picado sobre a massa.
E bom apetite. Como eu disse o preparo é simples e o prato gostoso!!!
Por isso, não sei se o simples molho de macarrão que fiz é napolitano, é marguerita, do chef ou qualquer coisa semelhante.
O que interessa é que foi fácil de preparar e ficou bom pra caramba!
Aqui em casa adoramos alho. O bom é que nós dois gostamos. Me lembro que logo no início do meu namoro com o Gu sai com minha melhor amiga, Paty, e fomos à minha pizzaria predileta - Prestissimo.Ela é uma pizzaria de bairro, mas de bom gosto. As pizzas são deliciosas, o atendimento ótimo e eu que vou lá há tempos encontro vários conhecidos. Voltando à minha noite com a Paty; eu e ela pedimos uma pizza de muzarela, tomate cereja e alho. No dia seguinte, eis que o Gu descobriu o cardápio. Que horror, ne? Alho é tão bom quanto queima filme. Mas aprendi o segredo, a gente só deve come-lo quando a companhia também topa.
Como minha pasta napolitana seria o cardápio da família, minha receita fácil levou, é claro, 3 dentes de alho.
Na verdade, o tal molho a Napolitana tem, além do alho, tomate, manjericão e muzarela de bufala.
O preparo é simples:
Amasse 3 dentes de alho.Frite-os no azeite (1 xícara de café). Quando eles tiverem quase amarelos, acrescente 2 tomates cortados em pedaços grandes. Acrescente pitadas de sal e pimenta do reino a gosto.Refogue.
Quando os tomates já estiverem desfeitos e o azeite estiver laranja, acrescente parte do manjericão cortado a mão (assim não perdemos o aroma pois, do contrário a faca oxida a folha. Ah, o Gu que me ensinou esta técnica e rasgou as folhas). Mexa um pouco. Joque a massa cozida.
Mexa bem. Coloque 2 muzarelas de bufala grandes picadas.
Para servir, acrescente mais manjericão picado sobre a massa.
E bom apetite. Como eu disse o preparo é simples e o prato gostoso!!!
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Blasfêmia: o quarto segredo de Fátima
No dia 14/08 comentei aqui no Blog que falaria sobre o Feijão de Arroz a Transmontana. Mais de um mês depois aqui estou, pronta para escrever sobre uma maravilha portuguesa.
No meu roteiro para Portugal, constava Fátima, em Ourém. Para quem não sabe sou super carola e não poderia deixar de ir até este santuário português.
Minha ida à Fátima se restringia a conhecer o local do milagre de N. S. de Fátima e fazer minhas orações. Mas minha mãe levava na bagagem um caderno de turimo da Folha de S. Paulo que enumerava bons restaurantes portugueses. E lá constava um em Ourém.
Chegamos à cidade no meio da tarde, peregrinamos, rezamos e quando nos demos conta já eram 17h e estávamos sem comer.
Sacamos a FSP e vimos que o tal restaurante da lista - Tia Alice - só abria às 19h. Pelo texto chegamos à conclusão que valia a pena esperarmos e ficamos 2 horas contando os minutos.
Lá fomos nós!!!! Endereço no GPS (o restaurante não fica ao lado do santuário como todos os outros comércios da cidade) e depois de 5 minutos estávamos em frente a uma portinha branca com interfone. O nome do restaurante aparecia discretamente em cima da porta.
Tocamos o interfone e a porta se abriu. Descemos uma escada. Era a única coisa que podíamos fazer, não havia nada e nem ninguém. Naqueles 20 degraus fiquei pensando o que teria lá embaixo.
Surpresa!!! O restaurante era lindo. Todo branquinho, as paredes em pedra branca e a louça das mesas pintadas a mão.
Fomos super bem recebidos. Os garçons são todos filhos, cunhadas da Tia Alice.
Pedimos de entrada a Morcela de Arroz Assada.
Este prato é um embutido que se distingue pela forma como é feito: na tripa do porco juntam-se as partes mais gordas da carne do animal, incluindo vísceras e sangue, e arroz.É proveniente da região de Leiria-Fátima (conheça a região aqui)
Delicioso. Particularmemte eu adoro embutidos e o sabor da Morcela é bem diferente dos que comemos por aqui.
Este prato é um embutido que se distingue pela forma como é feito: na tripa do porco juntam-se as partes mais gordas da carne do animal, incluindo vísceras e sangue, e arroz.É proveniente da região de Leiria-Fátima (conheça a região aqui)
Delicioso. Particularmemte eu adoro embutidos e o sabor da Morcela é bem diferente dos que comemos por aqui.
Para o prato principal: Feijão de Arroz a Transmontana.
Como já lhes contei no outro post adoro feijoada e ao pedir explicações para a nora da Tia Alice sobre este prato, me lembrei na nossa feijoada.
Lá veio o prato. Esfumegante... Uma feijoada portuguesa, com suas carnes apimentadas e saborosas, arroz e legumes. Isso mesmo; o arroz e os legumes são cozidos com o feijão e as carnes. A consistência, por incrível que pareça, fica mais líquida que a nossa. O sabor é estonteante. Um dos melhores pratos da minha vida.
Acompanhadas por um vinho da região do Douro - Pombal do Vesúvio - eu e minha mãe comemos a travessa toda. Ah, e a garrafa de vinho, também, acabou.
Mas não podia parar por ali. Tinhamos que provar os doces. Não sei se já falei isso mas os melhores doces que já provei na vida são os portugueses. Claro, isso para quem gosta de ovo.
Chamamos a nora da Tia Alice para nos dar uma dica e ela nos ofereceu um Pudim Abade de Priscos. O que?????? Foi exatamente isso que perguntamos.
E ela, acostumada a atender brasileiros, nos explicou. Prisco é toucinho. Ou seja é um pudim feito com banha de porco!!!
Cara feia das duas e dois minutos depois estávamos nós experimentando esta iguaria. Nenhum gosto de porco, é um pudim bem cremoso e doce.
Eu e minha mãe tivemos dificuldade para subir a escada mas certamente tivemos uma das melhores refeições das nossas vidas.
Acessem o site do restaurante e programem-se para visitarem: www.tiaalice.com
Ah, e se quiserem outras dicas de restaurantes em Portugal, vejam aqui
Acessem o site do restaurante e programem-se para visitarem: www.tiaalice.com
Ah, e se quiserem outras dicas de restaurantes em Portugal, vejam aqui
domingo, 29 de agosto de 2010
Estrogonofe Tiroles
Ela usa creme de leite de latinha, massa de tomate ou ketchup e claro, champignons.
Tinha certeza que esse era o único jeito de prepará-lo, até porque não era necessária nenhuma invenção, ele já era maravilhoso.
Mas no ano passado fui para a Austria e lá provei um outro estrogonofe. Na verdade na Austria tudo é diferente, tudo é especial. Eu amei este país, e olha que conheci só um pequeno pedaço.
As casas são lindas, cheias de flores na janela; os campos são verdes, com vacas gordas, brancas e marrons - o próprio comercial de chocolate ou iogurte Nestle; as pessoas educadas e a comida....ai, a comida tem um q de alemã, é picante, a cerveja é boa....delícia.
Em Innsbruck provei o tal estrogonofe diferente do da minha mãe. A começar pelo sabor e textura até o acompanhamento.
O estronofe é bem picante, o creme é mais líquido do que comemos no Brasil e vem acompanhado por um fettuccine na manteiga.
É isso mesmo, lá eles comem estrogonofe com macarrão; e isso não é um sacrilégio como aqui é comer macarrão com feijão!
Amei o prato, naquela época ainda não tinha meu blog, então não tirei foto. Mas vocês podem ver a rua onde provei-o.
Como sempre faço, comi, cheirei, olhei e tirei minhas próprias conclusões a respeito da receita. Voltei pro Brasil e arrisquei.
Logo na primeira vez que cozinhei este novo estrogonofe ficou delicioso e eu e o Gu denominamos Estrogonofe Tiroles.
Pra quem não sabe o Tyrol é um dos estados federados da Áustria, localizado no oeste do país, sua capital é a cidade de Innsbruck - onde eu e o Gu comemos o estrogonofe.
Agora vamos a receita. Dicas importantes: substitua o creme de leite de latinha pelo fresco, use uma frigideira.
400 g de carne picadinha
1 cebola grande picadinha
1/2 garrafa de creme de leite fresco
2 colheres de sopa de mostarda dijon
1 colher de sopa de ketchup
3 colheres de sopa de paprica doce
2 vidros pequenos de champignons
2 colheres de sopa de molho inglês
manteiga
sal
1 cálice de conhaque
Primeiro aqueça um pouco de manteiga e frite a carne.
Acrescente a cebola picada e quando ela ficar transparente, coloque o conhaque e flambe.
Coloque a mostarda dijon, o molho inglês, a páprica, o ketchup e o por último o champignon.
Misture bem e ponha o creme de leite.
Deixe cozinhar por uns 5 minutos.
O molho não deve ficar muito grosso, lembrem se que ele é servido com macarrão!!
Passado os 5 minutos, sirva com fettuccine na manteiga.
Essa é uma verdadeira viagem ao Tyrol!!!!
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Grego
Nunca fui à Grécia mas se ela tiver o clima, o cheiro e o sabor do restaurante grego Acrópoles, é uma delícia.
Domingo fui com os amigos queridos Re Barros e Rodrigo (e outros que fiz lá) pela 3 vez neste restaurante. Lugar bom, a gente volta!!!
Não seria para menos, o Acrópoles é um dos 8 restaurantes brasileiros da lista de roteiros do "1000 lugares para conhecer antes de morrer".
Fundado em 1959, no bairro do Bom Retiro -próprio dos imigrantes gregos, judeus e mais recentemente coreanos -. É comandado pelo Sr.Thrassyvolos Georgios Petrakis, que chegou da Grécia em 1961, e em 63 começou a trabalhar na casa como cozinheiro, depois foi garçom, gerente e sócio. Atualmente, ele roda pelo pequeno salão, conversa com os clientes, pergunta porque não comemos tudo do prato (né, Gu?) e faz pose para foto, como a que vemos aqui.
O ambiente é pequeno e pitoresco. Não há cardápio. O garçom nos pergunta o que queremos beber - isto inclui uma descrição básica de 3 ou 4 vinhos - e verifica se queremos salada, que por sinal é imperdível, leva queijo feta e no nosso almoço foi preparada na nossa mesa, pelo próprio Sr. Petrakis. Depois da entrada, o garçom volta à mesa e nos "manda" para a janelinha da cozinha. Isso mesmo, escolhemos os pratos in loco. Os cozinheiros têm cara de bravos (eu sempre levo alguém comigo para este momento da escolha) mas sabem preparar os pratos como ninguém.
A comida é super saborosa. Há moussaka - prato parecido com lasanha de beringela -, carneiro, lula recheada, arroz de frutos do mar, camarão a parmeggiana. Tudo uma delícia.
Já comi a moussaka e a lula. Prefiro a moussaka, apesar de adorar frutos do mar. E garfei o camarão e carneiro do Gu, que são uma delícia.
As sobremesas por sua vez não são maravilhosas. Acho que vale a pena sair de lá, economizando a caloria do doce ou seguir para uma doceria.
Mas isso não faz diferença, pois os pratos salgados são imperdíveis e de fato todo mundo tem que prova-los antes de morrer.
sábado, 14 de agosto de 2010
Sábado é dia de...
Feijoada, é isso mesmo. Tradicionalmente aos sábados o brasileiro se delicia neste delicioso prato. Em SP, às quartas também serve-se feijoada.
Pois bem, hoje é sábado, está frio e eu acordei pensando neste prato, que sou fã.
Por mim, comia feijoada todos os sábados.
Além do feijão e os apetrechos que compõem o prato, adoro os acompanhamentos: couve, laranja, torresmo, banana frita, vinagrete e o que mais estiver junto.
Essa minha paixão começou bem cedo. Me lembro do meu aniversário de 20 anos. Era um sábado e minha mãe, que sabe fazer uma feijoada como ninguém, preparou uma para meus amigos. Resumo: 16h e todo mundo ainda se esbaldando com o prato.
Vocês devem estar pensando que vou dar a minha receita ou dicas de preparado deste prato. Vou decepcioná-los. Nunca fiz uma na vida. Tenho medo que errar bem um dos meus pratos prediletos.
Mas existem ótimos restaurantes para se comer uma boa feijoada. E é pra estes lugares que eu corro...
Ultimamente tenho ido ao Bar do Nico, no Ipiranga; quando quero ficar em casa compro a do supermercado Pão de Açucar; há também a famosa e cara feijoada do Bolinha. Enfim, em SP qualquer boteco tem uma boa feijoada.
Há quem diga que este prato surgiu com os escravos negros que usavam as partes menos nobres das carnes dos "senhores" como pé, orelha etc e juntavam ao feijão e farinha que já faziam parte do cardápio dos escravos.
Achei um texto bem interessante sobre sua origem. Leiam.
Como vocês viram há estudos que contrapõem essa teoria e indicam que os cozidos são originariamente da Europa. Eu acredito!!!E vou deixar aqui no Blog registrado um prato português delicioso: Arroz de feijão transmontano, que reforça esta tese.
Pois bem, hoje é sábado, está frio e eu acordei pensando neste prato, que sou fã.
Por mim, comia feijoada todos os sábados.
Além do feijão e os apetrechos que compõem o prato, adoro os acompanhamentos: couve, laranja, torresmo, banana frita, vinagrete e o que mais estiver junto.
Essa minha paixão começou bem cedo. Me lembro do meu aniversário de 20 anos. Era um sábado e minha mãe, que sabe fazer uma feijoada como ninguém, preparou uma para meus amigos. Resumo: 16h e todo mundo ainda se esbaldando com o prato.
Vocês devem estar pensando que vou dar a minha receita ou dicas de preparado deste prato. Vou decepcioná-los. Nunca fiz uma na vida. Tenho medo que errar bem um dos meus pratos prediletos.
Mas existem ótimos restaurantes para se comer uma boa feijoada. E é pra estes lugares que eu corro...
Ultimamente tenho ido ao Bar do Nico, no Ipiranga; quando quero ficar em casa compro a do supermercado Pão de Açucar; há também a famosa e cara feijoada do Bolinha. Enfim, em SP qualquer boteco tem uma boa feijoada.
Há quem diga que este prato surgiu com os escravos negros que usavam as partes menos nobres das carnes dos "senhores" como pé, orelha etc e juntavam ao feijão e farinha que já faziam parte do cardápio dos escravos.
Achei um texto bem interessante sobre sua origem. Leiam.
Como vocês viram há estudos que contrapõem essa teoria e indicam que os cozidos são originariamente da Europa. Eu acredito!!!E vou deixar aqui no Blog registrado um prato português delicioso: Arroz de feijão transmontano, que reforça esta tese.
domingo, 8 de agosto de 2010
Pudim de leite de coco
Ontem fomos ao aniversário do Toze. Uma noite fria e deliciosa que foi aquecida pelos vinhos e sopa de alho poró.
Eu adoro sopa...de qualquer sabor, creme, minestrone etc. Para mim, tomaria um prato na entrada em todas as refeições. Quando eu trabalhava na Natura e comia no bandeijão, que era delicioso, fazia isso todos os dias, mesmo naqueles com 30 graus. Suava...mas tomava.
Na noite fria de ontem me esbaldei na sopa de alho poró.
Vocês devem estar pensando e o que ela tem a ver com o título do post. Nada!!! Depois de comer vários bowls de sopa, chegou a hora da sobremesa e lá estava o Pudim de Leite de coco.
Eu sempre amei pudim de leite. Aqueles sem bolinhas, bem cremosos.
Minha mãe faz um delicioso, e quando ele aparece com bolinha, meio aerado, eu "recuso".
Mas o de ontem, preparado pelo Guilherme - um doceiro de mão cheia - era cremoso, lisinho e com um sabor maravilhoso. O pudim era de leite de coco.
O Gui trocou o leite que vai nas tradicionais receitas de pudim, por leite de coco. Que delícia!!!
Na próxima vez que for preparar um pudim, vou fazer esta substituição e me deliciar.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Deformado
O fato de eu saber cozinhar, nunca significou habilidade para produzir pratos bonitos. Na verdade, tenho pouca destreza para artes manuais.
Me lembro uma vez, quando pré adolescente, que resolvi preparar um bolo recheado e confeitado. Trabalhava lá em casa a Neide, uma pessoa querida e louca. Pedi que ela me ajudasse...
Não sei dizer se ajuda é o termo mais indicado. Mas ela colaborou para que eu fizesse o bolo mais desformado, torto e desmontado que alguém já viu.
De lá pra cá, pouca coisa mudou. A Neide se foi...Morro de saudade dela, às vezes penso em procurá-la mas reflito e chego a conclusão que talvez não aguente mais aquela loucura (risos). Mas o meu jeito de preparar os pratos continua o mesmo, um desastre.
Esse final de semana resolvi fazer o festival do omelete. Adoro ovo, pra horror do meu sogro!`
Preparei os ingredientes para um omelete de peito de peru, queijo e tomate e outro de shitake com queijo chedar. Delícia!
Na hora da frigideira...que medo. O primeiro omelete virou um mexidão.
Resolvi me esmerar no segundo...e pasme! Ficou mesmo um pouco melhor. Nada parecido com os omeletes franceses, que vêm arrumadinhos no prato.
Mas meu sonho é conseguir fazer um bonito, que dê saliva na boca só de olhar. Será que preciso de algum apetrecho especial? Preciso de uma omeletera? Quem sabe se equipada consigo me sentir num bistro.
Me lembro uma vez, quando pré adolescente, que resolvi preparar um bolo recheado e confeitado. Trabalhava lá em casa a Neide, uma pessoa querida e louca. Pedi que ela me ajudasse...
Não sei dizer se ajuda é o termo mais indicado. Mas ela colaborou para que eu fizesse o bolo mais desformado, torto e desmontado que alguém já viu.
De lá pra cá, pouca coisa mudou. A Neide se foi...Morro de saudade dela, às vezes penso em procurá-la mas reflito e chego a conclusão que talvez não aguente mais aquela loucura (risos). Mas o meu jeito de preparar os pratos continua o mesmo, um desastre.
Esse final de semana resolvi fazer o festival do omelete. Adoro ovo, pra horror do meu sogro!`
Preparei os ingredientes para um omelete de peito de peru, queijo e tomate e outro de shitake com queijo chedar. Delícia!
Na hora da frigideira...que medo. O primeiro omelete virou um mexidão.
Resolvi me esmerar no segundo...e pasme! Ficou mesmo um pouco melhor. Nada parecido com os omeletes franceses, que vêm arrumadinhos no prato.
Mas meu sonho é conseguir fazer um bonito, que dê saliva na boca só de olhar. Será que preciso de algum apetrecho especial? Preciso de uma omeletera? Quem sabe se equipada consigo me sentir num bistro.
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